PLANO
NACIONAL DE PREVENÇÃO
RODOVIÁRIA
IV.6.D.
– Utilização
de luzes de dia
IV.6.D.1. – Justificação
Estudos vários conluem
que, mesmo de dia e com
boa iluminação,
a utilização
das luzes de cruzamento
constituiu um factor positivo
na redução
da sinistralidade rodoviária,
com especial vantagem para
os veículos de duas
rodas.
Na
realidade, a utilização
das luzes de cruzamento
(médios) permite
aos outros condutores uma
percepção
periférica mais atempada
do veículo, possibilitando
a antecipação
da decisão, em caso
de necessidade, evitando
o acidente ou reduzindo
a gravidade das suas consequências.
Dada a menor dimensão
dos veículos de duas
rodas e, por conseguinte,
com uma dificuldade acrescida
na sua identificação,
nomeadamente quando a observação
é feita através
dos espelhos retrovisores,
reveste-se de maior importância
a utilização
das luzes por parte destes
veículos.
IV.6.D.2.
– Objectivos
-
Atingir níveis de
utilização
de luzes de cruzamento (médios)
superiores a 95% por parte
de motociclos e ciclomotores.
- Obter adesão gradual
dos condutores de veículos
automóveis na utilização
de luzes de cruzamento,
atingindo níveis
na sua utilização
superiores a 95% nas vias
em que for obrigatório.
- Conseguir níveis
de utilização
das luzes de cruzamento
na ordem dos 95% por parte
de todos os veículos
nas situações
diurnas de visibilidade
insuficiente (nevoeiro e
chuva forte).
IV.6.D.3.
– Caracterização
da situação
actual
O
direito vigente em Portugal
prevê a obrigatoriedade
de utilização
da luz de cruzamento nos
condutores de motociclos,
ciclomotores e transporte
de mercadorias perigosas.
No
IP5, através da sinalização
existente, esta obrigatoriedade
é extensível
aos condutores de todas
as categorias de veículos.
No
que respeita ao uso das
luzes no IP5 e nos transportes
de mercadorias perigosas,
verificam-se níveis
aceitáveis do seu
cumprimento.
O
mesmo não se passa
com os condutores de motociclos
e ciclomotores, com especial
incidência nestes
últimos.
Na
realidade, nas últimas
observações
efectuadas, a percentagem
média de condutores
de motociclos que utilizavam
as luzes de cruzamento era
de 72% (variando entre um
mínimo de 54% e um
máximo de 89%, consoante
o distrito), enquanto que
no respeitante aos condutores
de ciclomotores, a percentagem
média situava-se
apenas nos 51% (variando
entre um mínimo de
16% e um máximo de
80%, consoante os distritos).
Deve-se
sublinhar que as diferenças
apresentadas entre regiões
são muito significativas,
o que recomenda diferentes
abordagens nas acções
correctivas da situação,
nomeadamente a nível
da acção fiscalizadora.
IV.6.D.4.
– Medidas propostas
-
Campanhas para promover
a utilização
das luzes de cruzamento
destinadas aos condutores
de todos os veículos,
com especial incidência
nos condutores de ciclomotores
e motociclos.
- Fiscalização
selectiva ao uso das luzes
de cruzamento aos condutores
de ciclomotores e motociclos
com especial incidência
nas zonas de menor utilização.
- Implementação
de obrigatoriedade do uso
das luzes de cruzamento
para todos os veículos
em estradas ou troços
de estrada com maiores índices
de sinistralidade.
DGV
- Direcção
Geral de Viação.
(www.dgv.pt)
>
Segurança Rodoviária
- Plano Nacional de Prevenção
Rodoviária
>
PNPR.
(pdf 1,68Mb) (www.dgv.pt)
>
ANEXO
I.
(pdf 779Kb) (www.dgv.pt)
>
ANEXO
II.
(pdf 84Kb) (www.dgv.pt)
____________________
CAMPAÑA
DGV - Direcção
Geral de Viação.
(www.dgv.pt)
Ver
e ser visto...Segurança
é fundamental
A
DGV, no âmbito do
protocolo com a ANECRA,
vai mais uma vez apoiar
esta associação
na Campanha de Visibilidade,
Segurança Rodoviária
e Rastreio Visual de Condutores
2002, a decorrer entre
15 de Novembro e 31 de
Dezembro de 2002, em colaboração
com a Associação
Portuguesa de Prevenção
Visual e a VALEO.
Objectivos:
[...]
Sensibilizar os
condutores e as entidades
oficiais para que no período
da Campanha mantenham
ligados os faróis
médios, durante
o dia.
____________________
www.BP.pt
Dezembro de 2004
10
mandamentos para uma condução
segura em auto-estrada
1.
Circule sempre na via da
direita e com os faróis
médios ligados. Está
provado que circular
com os faróis ligados,
diminui em 20% o
risco de acidente.